sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Delas ou do café da tarde


Quatro da tarde, hora do bolo, das mulheres em volta da mesa, só elas, talvez as crianças. Quatro da tarde, a força feminina ocupa todos os cantos das casas, do mais alto ao mais baixo. Do mais à esquerda ao mais à direita. Quatro da tarde, quando elas são donas das paredes e de cada uma de suas células.  Quando as risadas estão livres das lágrimas. O ar faz uma reverência quando elas, só elas (talvez as crianças), estão em casa. O sol começa a perder o brilho e a quentura para o bolo e as risadas na mesa. Diz até amanhã, elas não escutam. Às quatro da tarde, a certeza do dia seguinte não interessa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário