domingo, 18 de maio de 2014

Viver


Manhã. Céu carregado de nuvens. São brancas e maciças como blocos deixando o universo pesado. A árvore que olha para ela tem as folhas secas. Há marrom demais nela. E na árvore também. Cortar as raízes, cortar o mal pela raiz, ela pensa. Pensa também numa xícara de chá quente. Qualquer coisa de quentura, mas leve. Proibiu-se o café. É preciso parar. Respirar. Fundo. E devagar. Viver sem pressa. Logo acaba mesmo.

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